VIAGEM AO FESTIVAL DAS SANDES


Meu querido Diário:
Desta feita venho contar-te umas estórias relacionadas com a minha ida ao Luxemburgo, inserido na banda que ia acompanhar a Celina Pereira a uma homenagem a Yehudi Menuhin na sala de concertos da Filarmónica de Luxemburgo.

Segundo pude perceber, este projecto acontece anualmente, é organizado pela Fundação Internacional Yehudi Menuhim, tem como instrumento de eleição o violino e, pelo menos este ano, foi frequentado pela fina-flor da high-society luxemburguesa.

Do programa constava:

Partida para Bruxelas no dia 30 de Março passado, para depois apanharmos um autocarro para Luxemburgo, juntamente com outros artistas participantes que se juntariam a nós (ou nós a eles…), isto tudo com horários bem definidos, coisa de gente séria;

Check-Sound e Concerto no dia seguinte, com horários marcados para estarmos no hall do hotel para sermos levados e trazidos de autocarro;

Partida para Lisboa no dia 1 de Abril, igualmente com horários definidos para os autocarros para Bruxelas para que pudéssemos apanhar o avião. À partida, coisa muito bem organizada, meu querido diário.

Ai ai…

Ora muito bem.

Ensaios feitos sob a direcção do Zé Afonso (Grande Homem!), coisas preparadas ao pormenor, lá fomos nós às 8 da manha do dia 30 para o Aeroporto, com aquela boa disposição típica de quem viaja em grupo, disposição essa sempre alimentada pela excelente capacidade que o nosso Zé Afonso tem de estar sempre a rir (quando é para rir, porque se for para chatear, sai de baixo…)

Check-in feito, entrámos para a sala de embarque e aí houve um primeiro sinal…

Chegou-nos a notícia de que os controladores aéreos franceses estavam em greve e que todos os voos que passassem pelo norte da Europa estavam com atrasos. Bem, como estávamos bem dispostos, tomámos aquilo com calma e descontracção.

Duas horas depois, estávamos a bordo do Boeing 373-400 da Virgin Express a caminho da Bélgica, para a primeira etapa desta viagem.

A bordo, como agora é moda, quem quisesse comer, teria que comprar. As hospedeiras foram-se chegando com o carrinho dos comes e bebes, o pessoal que tinha cumbú foi comprando e quando chegaram à minha cadeira eu pedi a única coisa disponível que me poderia segurar o estômago àquela hora: “euhhh… sanduíche et une coca, s’il vous plait…”
Entretanto tinha combinado com o Zé Afonso que havíamos de dar no tintol, mesmo que isso custasse uns euros a mais, mas, despôs d’passá sabe, morrê ê ca nada…

Pois é.

Quando a aerogaja despachou-me, dirigiu-se para a fila de trás, onde estava sentado o Zé que resolveu pedir também uma sanduíche e um tintolzito. Eis que eu oiço da boca daquela senhora algo inesperado: Acabaram-se as sandes…

Moss!!!

Logo aí aquela torrente de perguntas. Meio em francês, meio em inglês, lá fomos perguntando como era possível, se o avião não estava cheio e tudo isso e a profissional do atendimento aéreo deu-nos uma resposta profissional, falando profissionalmente depressa para que nós fizéssemos aquela cara de quem profissionalmente percebeu a resposta…

Lá teve o Zé Afonso de escolher outra coisa que lhe tapasse o buraco no estômago e seguimos viagem.

Uma vez em solo Belga, foram-nos apresentadas três mulheres que à partida supusemos serem da organização (não andámos muito longe, só duas é que eram, a terceira era artista como nós).

A nossa violinista Paula Pestana (muito querida) não se escusou a comentar “Já repararam? Só mulheres na organização.” Todos nós nos apressamos a concordar, expressando a leve esperança que nos ia na alma de que as coisas corressem todas muito bem.

Hummmm.

Pois pois…

Em vez de autocarro, apareceram dois mini-bus, carrinhas de nove lugares, com bagageiras suficientemente grandes para levar toda a carga que levávamos.

Arrumada que foi essa carga, pusemo-nos a caminho. Mas eu, que esperava ver um autocarro todo chique de dois andares e esperava também ver mais artistas, fiquei naquela de que íamos então encontrar-nos com o resto da malta. Até que, ao ver que a auto-estrada era cada vez mais auto-estrada, fiz load do meu disco duro da gramática francesa e perguntei à condutora para onde íamos. “Nous sommes en route pour le Luxemburg” respondeu-me ela. “Ah bom!?” exclamei eu.
Ah bom!, disse com os meus botões. Então autocarro -> ca tem…

Neste ponto resolvi então pedir a informação do tempo de estrada que levaríamos até ao nosso destino e ela informou-me que seriam duas horas a duas horas e meia de caminho. Tendo verificado que andávamos a 70 km/h, não resisti a mandar-lhe a indirecta: “Deux heures et demi à soixante-dix kilomètres par heure? “…

Com uma hora de caminho, voltei a perguntar à nossa choferóna quantas paragens estavam programadas nesta viagem. Como resposta levei com um dedo indicador esticado para cima, que me fez compreender que só estava programada uma paragem. “Pourquoi?” Perguntou ela. “Tu as faim?” “Non…” Respondi. “Je veux faire du pipi…”

Meia hora depois, sob minha ordem, lá se fez a paragem numa estação de serviço.
Coisa boa aconteceu: deram 75€ a cada um de nós para despesas de alimentação. “Eh lá!!!” disse o Zezé N’Gambi, “Setentinhas, nada
mau…”

E como não tinha havido almoço de faca e garfo (coisa que o cabo-verdiano não pode passar sem…) e comida francesa, não muito obrigado, lá fomos nós atacar mais umas baquettes francesas com atum e salada, acompanhadas por 50cc de cervejinha fresca…

Coisa má também aconteceu: foi-nos dada a informação de que havia uma música que iria ser tocada no fim do espectáculo (tipo grand final) por todos os artistas participantes e que o ensaio deste tema seria nesse dia às 8 da noite…

Xii… Começou!

Mas então, como é isso? Não estava no programa… Ninguém nos avisou em Lisboa que haveria este ensaio…

Pois é, não foi avisado, mas já está decidido, toma lá um CD com o tema para ires ouvindo no resto do caminho que te falta. E é se queres!

A andar a setentinhas (quilómetros por hora), depois de duas horas e quinze de avião, depois de 2 horas de espera no aeroporto em Lisboa, acabámos por fazer os 200 e poucos quilómetros que separam Bruxelas de Luxemburgo em quase quatro horas, para animar...

Chegámos ao nosso hotel às 7 da tarde. Vá lá que nos deram quartos individuais, porque essa história dos quartos duplos por ser mais barato, isso era quando tínhamos 20 anos e gostávamos de estar no meio da malta…

Agora e parafraseando um colega meu (não vou dizer o nome por razões que verás mais à frente, meu querido diário), queremos estar sozinhos, para termos a nossa privacidade, largar os peidos que nos apetecer, à hora que nos apetecer, com ou sem ruído, com ou sem cheiro…

Como ia dizendo, chegámos ao hotel às 7 horas, estafados, com sono, mal alimentados e mal dispostos devido à surpresa que nos tinha sido preparada.

Eu cá enfiei-me no meu quarto (super confortável -> há “organizadores” que precisam ver estas coisas, nomeadamente em Angola e por isso mesmo deixo aqui fotos) e não saí enquanto a organização não mandou alguém chamar-me.
O que me lixa nisto tudo são os subterfúgios que esta gente utiliza. Vou-te contar: a pessoa que me ligou para o quarto foi-me dizendo que estavam todos já na sala de ensaio à minha espera, só faltava eu. Perguntei o que se passava e responderam-me que havia uns comes e bebes e também um ensaio para a música do final do concerto. Perante esta jogada só poderia responder que iria para os comes e os bebes, mas para o ensaio não… Ora bem!!!

Lá desci com cara de poucos amigos, fui para o salão Romeu de um Hotel que ficava mesmo ao lado, mas que não impediu que fosse à chuva e ao vento que se faziam sentir naquele momento.

A figura da minha pessoa a entrar naquele salão, esta fera de um metro e noventa, 100 kg de homem branco, com cara de sono e de poucos amigos, interrompendo um orador que entretanto estava de pé a explicar qualquer coisa, isto tudo com a ajuda da porta desse salão que por estar mal oleada fez um nnnhiiiiiiiiccc bem irritante, que obrigou toda a gente a virar a cara para a porta, esta figura, meu querido diário, eu dava tudo para a filmar… para poder ver e rir depois…

Rapidamente fui informado pelo meu solidário amigo Zé Afonso que não me chamou porque não podia obrigar ninguém a assistir àquele ensaio, uma vez que não tinha sido previsto e que calculava que todos nós estivéssemos cansados. Mas também foi avisando de que havia tintol…

Ahhhh!!! Assim sim…

Havia tintol e havia… sanduíches…

Lembrei-me que as gentes daquelas paragens, bem como os franceses, são muito dados a sanduíches, a saladas e muito pouco a panela… PANELA!!!!

Lembrei-me também dos 75€ já parcialmente gastos serviriam para o jantar, mas se não nos mostrassem um sítio B B B (bom bonito e barato) para comermos, seríamos obrigados a comer no hotel e toda a gente sabe que comer no hotel é fogo… E neste ponto comecei a por dúvidas se a massa chegaria para as alimentações todas que pretendia fazer…

Hora e meia depois fomos dispensados e, por consenso comum, decidiu-se que o grupo Celina Pereira ia jantar ao Hotel.

Finalmente consegui tomar um banho rápido e em meia hora estávamos todos alegremente (tanto quanto a fome o permitia) sentados à volta de uma mesa para comermos o que seria a primeira refeição quente desse dia.

Do menu escrito em francês, pouca coisa entendi (sim porque o meu franciú é o suficiente para que as pessoas me entendam, mais do que isso, é mentira!). Mas a palavra lasagne, para um bom garfo como eu, não tem segredo nenhum. Então vai de pedir “une lasagne s’il vous plait” “Merci” “Pas de quoi” etc., e vamos embora, o que eu quero é dar ao dente…

O tintol não era lá muito bom, mas prontos pá, melhor que nada.

E assim, de estômago forrado, barriga feita companhia desfeita. Caminha porque amanhã é dia de trabalho.

No dia seguinte, conforme o combinado, ao meio-dia e meia hora estávamos todos no hall do hotel à espera do mini-bus que nos ia buscar. Quem acordou cedo, ainda aproveitou o pequeno-almoço do hotel, mas eu, no meu caso, cansado como estava e consumidor de pelo menos 10 horas de sono para poder estar à altura das exigências, saí da cama directo para o mini-bus.

Tinha ficado combinado de véspera que faríamos o som às 13h (e eu a ver o almoço a andar para trás, por causa dos horários do restaurante do hotel) e regressaríamos à base para comer e descansar até às 17 para de seguida ir fazer o ensaio final do tema imprevisto que nos fora impingido.

Quando chega a choferóna para nos levar à Filarmónica, começou a por dificuldades pelo facto de ter que nos buscar, trazer, voltar a buscar e trazer, blá blá, que teríamos que ir a pé para o local, uma vez que “c’est pás três loin” e eu a ver o pessoal a ficar nervoso…

O Zezé dizia à senhora num misto de Franciú e Ingliú que tinha que ser assim, lei para um lei para todos;

O Zé Afonso resmungava “Organizem-se!”, enfim, lá se chutou a gramática francesa e a inglesa furiosamente de um lado para outro até arrancarmos para a sala de concertos.

Uma vez lá continuaram as peripécias.
Para enganar a fome que já se fazia sentir (e enganar-nos a nós também), avisaram-nos à entrada da Filarmónica de que havia um “repas” na sala mais adiante e a malta, não se fazendo rogada, passou pela sala indicada para dar de caras com……
mais sanduíches…

No meio de tanta farinha e fermento, deparámo-nos com (mais) uma situação:







A disposição do palco não era a que o Zé Afonso, na qualidade de Director Musical, tinha mandado por fax à organização, o que fez nascer logo ali mais uma troca de opiniões, os tipos da organização a quererem impor o que estava feito, o Zé a t… tt… t-teimar (e com razão) que não, uma vez que a disposição feita põe eles em nada tinha a ver com a nossa imagem de palco e, passados alguns 20 minutos de mais pontapés à gramática, lá se concordou em mudar de lugar as percussões, colocando mais dois micros nesse ponto, o que fez com que não houvesse mais micros para, por exemplo, o Djudjuti fizesse coros… (Estranho, não? Então que raio de empresa de som era aquela contratada para sonorizar o concerto?)

Feito o ensaio de som (coisa que também não percebi, pois sempre soube que os primeiros a tocar eram os últimos a fazer o check-sound) – não sem antes ter sido quase que comido com cabelo e óculos por um roady muito mal disposto por causa de um pormenor técnico – dirigimo-nos à porta da Filarmónica para apanharmos a carrinha que nos levaria de volta ao Hotel para irmos comer.
Comer… Sim… se encontrássemos o restaurante aberto. Já eram 14:30h, “le restaurant est fermé…” mas “le bar est ouvert.” Felizmente encontrámos esparguete à bolonhesa e mais lasanha… Para variar um pouco da comida italiana em solo Luxemburguês, escolhi o esparguete. Mais eurinhos gastos, menos setentinhas pó bolso…

Almoçados e (pouco) descansados, às 17:20 estávamos militarmente no hall de entrada do hotel, conforme o combinado, prontos para regressarmos à sala de concerto para o ensaio do grand final.

Assim que esse bendito ensaio terminou, regressámos todos ao Hotel para um banho e para vestirmos as roupas negras da praxe. Ficámos a saber que o concerto afinal era às 20 e 36 (olhó pormenor!) e não ás 20h conforme vinha no programa.
A verdade é que acabou por começar algures entre esses dois horários porque o Monsenhor Grão-duque de Luxemburgo atrasou-se um bocadinho e não pôde estar no sítio às horas exactas…

Não sei porquê, fez-me lembrar o tempo que Cabo Verde tinha um regime de Partido Único e tínhamos que nos sujeitar a cada coisa… (Quantas vezes levantei-me da poltrona que havia no hall da entrada da Rádio Nacional na Praia e pus-me em sentido só porque o Sr. Ministro da Informação Cultura e Desportos, Sua Excelência Dr. David Hopfer Almada, vinha a subir as escadas… hehehehe. Ridículos da vida…)

Ora muito bem. Voltando às coisas desta estória, quando chegámos ao local, informaram-nos de que havia comer pá malta. Não sei porquê, mas nem aí desconfiámos.

Dirigi-me mais o Zé Afonso à salinha dos comes e bebes e vimos, imagina meu caro diário, dois recipientes de alumínio com lume brando por baixo!!!

Ahhh!!! Assim sim!

O Zé Afonso, acto contínuo, agarrou num prato, destapou o dito cujo recepiente e demos de caras com algo que parecia bifes de perú. Enquanto o Zé se servia de um bom naco, eu punha-me em posição de ataque, com prato de vidro na mão à espera da minha vez.

“Pardon messieurs, vous êtes musiciens?”

Ké ?!

Esta voz surgiu do meu lado direito e pertencia a um empregado franzino de metro e meio fardado a rigor que perguntava se éramos músicos. E como obteve resposta positiva, resolveu cortar o nosso barato dizendo que a comida era apenas para os técnicos de som, os músicos só tinham direito a… adivinha o quê?
Sanduíches!!!

Que bom. Mesmo muito bom. Saltou-me a tampa… Mandei umas bocas ao franzino que só me respondia “Je suis desolé, je suis desolé…”

Enfim…

Lá nos contentámos com sanduíches. E com Coca-Cola. Que remédio. A fome era negra e o estômago estava encostado às costas…
No momento oportuno fomos chamados para que tomássemos posição à entrada do palco. Assim que fosse anunciada “Celina Pereira”, entrávamos em cena.

E foi segundos antes que verificámos que as percussões do Zezé N’Gambi não estavam no sítio que havia sido destinado horas antes!

Escusado será dizer que esta situação deixou o nosso Zé Afonso muito mal disposto.
Depois dos devidos reparos feitos à Directora de Palco e entre um aplauso do público e um discurso do orador, dois roadies entraram sorrateiramente em cena para por os instrumentos de percussão no seu devido lugar. Volto a perguntar: que raio de empresa de som era essa que estava de serviço nesse dia?

Pois é meu querido diário. É em pequenos pormenores que se vêem as coisas.
Quando entrei para o palco, de violão em punho, dirigi-me para o meu posto onde deviam estar preparados o meu cabo, o meu micro e a minha cadeira.

Hehe!...O cabo estava onde o tinha deixado, o micro também mas a cadeira… Essa estava a uns dois metros para trás!

Pois é. A coisa mais chata que me pode acontecer é atrasar o arranque deste tipo de espectáculos onde tudo é programado a rigor, entradas em cena (pelo lado esquerdo do palco), saídas de cena (uns pela esquerda, outros pela direita), músicas cronometradas ao pormenor (não podíamos passar os vinte minutos de espectáculo), ossos do ofício.

Bem, não havendo nada a fazer, fui buscar a minha cadeira, tirei o azimute em relação ao tripé do micro, pu-la mais ou menos no sítio sentei-me e deu-se o início da responsabilidade de abrir um concerto em terras luxemburguesas onde o público, para além de V.I.P (ai credo!) é conhecido por ser frio, para além do facto de estar frio (qualquer público está frio no início do concerto, independentemente da nacionalidade…).

Dados os primeiros acordes… ai minha mãe!!!

O som de palco que tinha na minha monição não era som de palco. Qualquer semelhança com o que tínhamos feito no check-sound era pura ilusão…A voz da Celina estava longínqua. As percussões do Zezé eram mentira. O violino da Paulinha ouvia-o mas depois de reflectir nas paredes da sala.

Enfim, caídos no mar, tínhamos que nadar.

Quando é assim, fecham-se os olhos, morde-se o lábio inferior e vamos fazer o nosso melhor!
Ganda concerto, meu querido diário!!!

Findo o nosso trabalho regressámos aos camarins, congratulámo-nos fizemos fotos, brindámos com vinho tinto (do camarim da Artista, porque os Músicos só tinham Coca-Cola) e ficámos à espera da hora para fechar o espectáculo.

Neste meio tempo, chegou-nos a notícia de que, depois da gala, o Monsenhor Grão-duque de Luxemburgo oferecia um cocktail no piso superior da Filarmónica. O dançarino que fez parte da comitiva cabo-verdiana Paulo Mei, muito oportuno, atirou esta pergunta para o ar: “Cocktail? De quê? De sanduíches?”

Risada geral.

Depois do “grand final”, dirigimo-nos a piso superior do edifício e deparámo-nos com uma arquitectura muito bonita, estupendamente decorada e encontrámos a fina flor da High Society luxemburguesa, generosamente associada a bisnetos da Olívia Palito, do Dom Quixote e a outros que tais, por um dos elementos da nossa comitiva.













Os comes e bebes eram à base de vinho tinto, queijos e outras guloseimas típicas deste tipo de situação. Jantar, que é bom, népia.

Bem, àquela hora, depois do stress, cansado e desejoso de voltar para a minha casinha em Lisboa, esqueci-me deste pormenor, mamei uns quantos copitos de tintol e pus-me a caminho, a pé (de livre vontade) na companhia do Zé Afonso e do Djudjuti para o Hotel.

No dia seguinte, levámos com 3 horas de carro para Bruxelas (isto porque entretanto o condutor da carrinha tinha mudado), uma paragem para esticar as pernas, fumar um cigarro e… comer uma sanduíche, claro está.

O que vale é que o bom humor do Zezé N’Gambi estava no ponto e passámos essas horas bem divertidos.

A chegada ao aeroporto de Zaventem foi cheia de boa disposição (bem precisávamos, pois aguardava-nos quatro horas de espera para o horário previsto de partida para Lisboa).

Aproveitámos essas horas para troca de e-mails, telefones, para atacar uma cervejinha fresca acompanhando-a com salgados de variada espécie até que chegou a hora do embarque.

Uma vez em Lisboa, foi o adeus, fica bem, até à próxima.

Em jeito de saída, meu querido diário, queria confessar-te que continuam os problemas com esta gente que insiste em não respeitar esta profissão que, afinal, é uma profissão tão digna como outra qualquer, mas com uma diferença: nós fazemos o que gostamos, coisa que muito pouca gente pode dar-se ao luxo de dizer ou fazer.
Ora toma lá que é bom.









(clica na foto...)

2 comentários:

Anônimo disse...

E que tal um Road-Manager?
Tou disponível...

Hugo

Anônimo disse...

Men!!! mi ja bo matam kes deskrição!!! moss... n tava ta le n tava ta pensá.... onde k jam vive ess cena?!apesar d n estod ta ri... es kosa ka e mute divertido kuando no ta estod na el... i realmente e moda bo dze: es tem k prende respeitá ess profissão!!! abraço man!

Kizó